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Digas da Kogut: séries com patriarcas marcantes

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A lista desta semana traz ‘Succession’, da HBO, e outras produções com personagens à frente de seus clãs

Patrícia Kogut

18/08/2019 – 10:33 / Atualizado em 18/08/2019 – 13:23

Antonio Fagundes é Alberto em 'Bom sucesso' Foto: TV Globo Antonio Fagundes é Alberto em ‘Bom sucesso’ Foto: TV Globo

RIO — Amorosos, rigorosos, controversos… os patriarcas são figuras frequentes e marcantes na dramaturgia. Em “Succession” (cuja segunda temporada acaba de estrear), por exemplo, o chefe da família Roy desperta diferentes reações nos telespectadores com as suas múltiplas facetas. A lista desta semana traz esta e outras produções com personagens à frente de seus clãs:    

Disputa pelo poder:

O patriarca Logan Roy (ao centro), de 'Succession' Foto: Divulgação O patriarca Logan Roy (ao centro), de ‘Succession’ Foto: Divulgação Vistos de longe, Logan Roy (Brian Cox) e seus quatro filhos, figuras centrais de “Succession”, parecem ter tudo. Mas não é bem assim. Quando a câmera (muitas vezes nervosa, como um intruso avançando na intimidade alheia) se aproxima, enxergamos os laços apodrecidos que os unem. Os Roy são donos de um império no ramo das comunicações e brigam para manter o domínio dos negócios. É uma das melhores produções no ar, não perca.

Cotação: Ótimo
Onde: HBO

Amor e mágoas:

Antonio Fagundes é Alberto Foto: TV Globo Antonio Fagundes é Alberto Foto: TV Globo Em “Bom sucesso”, Alberto (Antonio Fagundes) mantém uma relação conturbada com os filhos, Marcos (Romulo Estrela) e Nana (Fabiula Nascimento). Ao mesmo tempo em que diz amá-los e se culpa por não ter sido um bom pai na juventude, ele não poupa críticas aos dois, principalmente quando o assunto é a editora da família. A novela de Rosane Svartman e Paulo Halm vem encantando. Os diálogos têm elegância e nunca soam como um pedregulho para os ouvidos do espectador. A narrativa flui. Os que defendem que o gênero está em declínio, ou que é preciso apelar para atrair o público, devem rever conceitos. “Bom sucesso” é ambiciosa no melhor sentido.

Cotação: Ótima
Onde: Globo e Globoplay

Transexualidade, afeto e família:

'Transparent': sem Jeffrey Tambor, última temporada terá musical Foto: Divulgação ‘Transparent’: sem Jeffrey Tambor, última temporada terá musical Foto: Divulgação Há um duplo sentido no título de “Transparent”, série da Amazon que terá o seu desfecho no dia 27 de setembro com um episódio de duas horas de duração. O jogo está no prefixo trans (de transexual); e na sua sua combinação com parent, em inglês, pai (mas, no sentido amplo, genitor, ou seja, também pode significar mãe). O adjetivo transparent gerado pela soma do prefixo à terminação se aplica ao drama do protagonista. Maura Pfefferman (Jeffrey Tambor) nasceu e viveu como Morton até mais que a meia idade. Mas há muito tempo, deseja se tornar uma mulher. A hora de sair do armário chega. Ela quer ser vista como realmente é pelos filhos. Porém eles, autocentrados, não a enxergam. É como se fosse transparente, invisível. A produção é comovente. 

Cotação: Ótima
Onde: Amazon

Um drama real:

John Paul Getty (Donald Sutherland) e John Paul Getty III (Harris Dickinson) em 'Trust' Foto: Reprodução John Paul Getty (Donald Sutherland) e John Paul Getty III (Harris Dickinson) em ‘Trust’ Foto: Reprodução Em “Trust”, Donald Sutherland interpreta o magnata J. Paul Getty, um dos homens mais ricos do mundo na década de 1970. A trama, baseada em fatos reais, aborda o sequestro de um dos seus netos, em Roma, em que os criminosos pediram um resgate de US$ 17 milhões. Ele se recusou a pagar. Pão duro notório, argumentou: “Tenho 14 netos. Se pagar, terei 14 crianças sequestradas”. O crime foi um daqueles acontecimentos reais, mas francamente vocacionados para a ficção. O elenco está ótimo e direção, de Danny Boyle, inspirada. É imperdível!

Cotação: Ótima
Onde: Fox Play

Em busca de uma noiva para o filho: 

Cena de 'Shtisel': drama sobre família judaica ultraortodoxa Foto: Divulgação Cena de ‘Shtisel’: drama sobre família judaica ultraortodoxa Foto: Divulgação Na série israelense “Shtisel”, seguimos os dramas de uma família judia ultraortodoxa. Eles fazem parte da ramificação Haredi, originária da Lituânia. Quando a trama começa, o pai, Shulem (Dov Glickman), professor numa escola rabínica, é viúvo recente. Dos cinco filhos, apenas o caçula, Akiva (Michael Aloni), solteiro, ainda vive com ele num pequeno apartamento. A busca pela noiva ideal para Akiva mobiliza a dupla, já que o matrimônio e os filhos são o objetivo central da vida adulta dos ortodoxos. Essa é uma daquelas produções de baixo custo que se apoia sobretudo num excelente roteiro. Não há muitas externas, nem precisa: os cenários, domésticos ou na sinagoga, na quitanda e na yeshiva (a escola religiosa), são os da vida privada. Não deixe de assistir.

Cotação: Ótima
Onde: Netflix

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