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Sentimentos

Se o amor não morre o poeta também não pode morrer

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“Eu acho que é sobre isso, transformar o luto em luta”. As palavras de Adelaide Santos poderiam se referir a diversos casos de violência e racismo que aconteceram em Pernambuco nos últimos anos, mas, dessa vez, foram usadas para falar sobre a morte de um amigo e companheiro de arte. 

Poetisa e integrante do coletivo Boca no Trombone, Adelaide acompanhou de perto a trajetória artística de Japa Rua, nome artístico de Andreyvson Richard da Silva, jovem negro assassinado no final da noite do dia 6 de janeiro, na rua Mamede Simões, área central do Recife. 

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Com apenas 25 anos de idade, Japa participava ativamente das manifestações culturais da cidade e se tornou uma figura conhecida do movimento hip hop através de suas rimas e poesias. Além de participar das batalhas de rima e dos encontros culturais, o jovem poeta recitava nos transportes públicos a fim de conseguir uma renda. 

A partida precoce de Japa deixará uma lacuna não apenas para o movimento hip hop, mas também para toda a cultura do Recife, que perdeu um poeta ávido e “cheio de luz”, como relatam os amigos e artistas que conviveram com ele. “As pessoas precisam ver a dimensão da cultura, do hip hop e da poesia de Pernambuco e saber o quanto Japa estava presente nesses movimentos”, afirmou Tuca Duarte, integrante do coletivo de arte Point Bomb. 

Atravessando a cidade com sua arte 

Morador de Jaboatão dos Guararapes, Japa fazia questão de se deslocar até o Recife, seja no Centro ou nas áreas periféricas da cidade, para participar das ações sociais e culturais e, assim, tornou- se conhecido por muitos. 

Sua participação no recital Boca no Trombone, que acontece no bairro de Águas Frias, na Zona Norte do Recife, teve início em 2018 e, em pouco tempo, o artista ganhou destaque entre os poetas graças às suas palavras de evocação ao amor. Em um contexto de violência das periferias da cidade, Japa resolveu confrontar a dor daquela realidade e pregar a paz. 

“No Boca no Trombone a gente tem muita poesia de protesto, porque a gente ‘tá’ na favela e muitas vezes falamos sobre a violência, e Japa trouxe uma calmaria que fez uma grande diferença para o movimento, porque ele veio mostrar que a gente podia falar de amor, todas as poesias dele falavam muito sobre o afeto, sobre ser mais paciente. Ele sempre foi muito pacífico”, afirmou Adelaide Santos. 

“Japa sempre teve papos muito interessantes sobre tudo. Era um menino muito tranquilo, alegre e através da poesia ele pregava muito a questão do amor, do afeto e da paz”, reforçou Tuca Duarte. 

Arte em homenagem a Japa / Crédito: Adelson Boris

Basta ler ou ouvir uma das poesias de Japa para compreender os depoimentos de suas amigas. Confira o trecho de uma delas: 

Pensei que não brilhava, até que olhei pro céu.

Estava me decompondo, mas hoje estou vivo.

O mundo era cinza, até me deram tintas e um pincel

Andando certo com errado.. Sim

Mas porque aceito que não consigo ser perfeito

.Antes eu queria ter sorte

E hoje eu sou meu próprio amuleto

Paz.

Comoção e revolta

Graças a sua vida e sua trajetória artística, a maneira como Japa foi assassinado chocou a todos. O artista foi esfaqueado após uma discussão que ocorreu em uma bar da rua Mamede Simões, conhecida por ser um ponto de encontro de jovens do Recife. Na ocasião, Japa estava acompanhado de seu amigo, e também artista de rua, Teteu Batatinha. 

Teteu, que está extremamente abalado com o que aconteceu, afirma que fará de tudo para manter viva a memória do amigo e seguirá lutando por justiça. 

Nas redes sociais, amigos e integrantes dos coletivos sociais que Japa fazia parte se revoltaram com a falta de comoção que o caso teve e muitos afirmaram que se o ocorrido envolvesse uma pessoa branca a repercussão seria diferente. 

“O caso só gerou comoção a partir da nossa incessante tentativa de trazer visibilidade ao fato, porque a gente começou a publicar nas redes sociais, já que ninguém tinha comentado sobre o ocorrido. As publicações que a gente viu no Twitter sobre o que aconteceu eram de pessoas falando que elas não podiam mais beber em paz nem curtir o rolê. Então, a gente vê como não somos bem-vindos ali [na Mamede], os nossos corpos geram um descontentamento, um estranhamento e não gera nenhuma comoção”, afirmou Tuca Duarte. 

Não demorou para que os amigos de Japa se unissem em um movimento de cobrança por justiça e também em busca de acalanto diante da dor causada por seu assassinato. “Depois da morte de Japa eu tenho notado uma forte união em busca da justiça social, vários movimentos se uniram por ele, pessoal do grafite, da música, do hip hop em geral, a gente conseguiu se unir através do luto e só uma pessoa muito querida como ele pode fazer isso”, disse Adelaide Santos. 

Um ato em homenagem a Japa e para cobrar justiça pelo seu assassinato estava marcado para acontecer na rua Mamede Simões, porém, os organizadores preferiram mudar o local da manifestação.

“Pessoas negras do movimento hip hop não se sentem seguras e acolhidas nesse espaço [Mamede], porque a gente vê a diferenciação quando está lá, a gente sente que a rua não foi feita para nós, pessoas negras, dos movimentos sociais, pobres, então a gente não pode fazer a homenagem a Japa em um lugar onde ele não era representado e nem a gente”, afirmou Tuca. 

Ao invés do ato na Mamede, integrantes dos coletivos de arte e amigos de Japa optaram por realizar um sarau em memória do artista. O encontro aconteceria nesta sexta-feira, às 17h, na rua Bulhões Marquês, na Boa Vista, – conhecida como “beco do poeta”,  e contaria com recital de poesias, distribuição de livros e a elaboração de uma pintura no muro de um dos bares frequentados por Japa, mas foi adiado devido as chuvas intensas. A nova data de realização do sarau será divulgada em breve.

“Ele era um poeta e nada melhor do que homenagear ele no lugar em que ele se sentia confortável e onde ele era amado e acolhido por todos”, ressaltou Tuca Duarte. 

Até o momento, ninguém foi preso pelo assassinato de Japa. Em nota enviada à Marco Zero, a Polícia Civil de Pernambuco afirmou que registrou a ocorrência do homicídio, mas não deu nenhum detalhe das investigações, apenas declarou que “o autor teria desferido golpes de faca na vítima e fugido em seguida. As investigações foram iniciadas e seguem até elucidação do crime. Caso segue em investigação pela 1a DPH/DHPP”. 

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Brasil

Doce cachorro pit bull foi abandonado amarrado a uma árvore com um bilhete no parque

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Um fofo cachorro pit bull ganhou uma segunda chance, depois que seus tutores decidiram desistir dela. Um homem, Eric Maus (28), a encontrou, amarrada a uma árvore no meio de um parque, com um bilhete ao seu lado.

Eric estava passeando com dois cães que ele estava cuidando, quando notou Mamas – um pit bull de 7 anos, acorrentado a uma árvore. A princípio, Eric procurou os tutores do cão, mas não havia sinal de ninguém. Quando chegou mais perto, se surpreendeu ao ver um bilhete pendurado na árvore. O cão era tão amigável e doce quanto grande, e Eric imediatamente se aproximou dela.

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“Eu estava passeando Gouda e Lily pelo parque, quando vi este pit bull enorme e gorducho amarrado à árvore”, explicou Eric. “Olhei em volta e gritei para ela: ‘Ei, onde está seu dono?’ Ela estava sendo tão doce e tão gentil. Ela estava ali deitada, com a língua de fora, tão fofa”.

Foto: Eric Maus via THE DODO

No bilhete que encontrou ao lado do cachorro, Eric descobriu que seu nome era Mamas e ela tinha 7 anos de idade. “Leve-me para casa. Eu sou um cão incrível. Não deixe que meu tamanho te assuste. Eu sou um doce”, escreveram no pedaço de papel. Foi quando Eric percebeu que era o caso de um cachorro abandonado e tinha que fazer algo. Mas não tinha ideia de onde começar. No entanto, ele estava decidido a ajudar Mamas.

Foto: Eric Maus via THE DODO

Uma nova chance

Inspirado, Eric pegou algumas fotos do cachorro e as compartilhou com seus vizinhos em um grupo do Facebook. Felizmente, em poucos minutos, uma delas correu para ajudar. Assim, levaram Mamas para Sean Casey Animal Rescue – um abrigo animal.

Embora desidratada, Mamas parecia muito feliz quando chegou ao centro de resgate. Ela se sentia em boas mãos e, o mais importante, estava aliviada por estar fora daquele parque. “[Ela] é um amor total, com grandes olhos marrons”, contou Eric, que ajudará a pet a encontrar uma casa incrível como ela.

Foto: Eric Maus via THE DODO

Essa não é a primeira vez que um animal é abandonado assim. Contamos outras histórias como essa, aqui e aqui.

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Com informações de Majestic Animals.

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Brasil

Viagem de verão: os cuidados com a pele antes e após os dias de sol

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Apesar de ser mais do que recomendado tirar um período de descanso nesta época do ano, é preciso tomar cuidados para aproveitar o sol de maneira segura

Viagem de verão

Todo mundo espera pela hora de aproveitar o verão: são planos de viagem, passeios e de experienciar ao máximo o período de sol e calor. Apesar de ser mais que recomendado tirar um momento de descanso nesta época, é preciso se atentar a alguns cuidados necessários para aproveitar o sol de maneira segura. Conheça a seguir algumas medidas para um verão mais saudável e sem riscos. 

Proteção solar

Talvez o item mais lembrado no momento de curtir o sol, o protetor solar é realmente indispensável, mas a proteção solar pode ir além do uso do filtro. Se atentar aos horários recomendados para se expor à radiação do sol, por exemplo, é uma medida que faz a diferença. O ideal é evitar a exposição direta entre 11h e 15h para aproveitar os benefícios da luz solar sem o risco de queimaduras.

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A pele do rosto, uma das mais sensíveis do corpo, também precisa de atenção especial. O uso de chapéus ou bonés, por exemplo, pode ajudar na proteção a queimaduras nessa área e na prevenção ao surgimento de sardas ou pintas.

Micoses

Tanto o excesso de umidade, quanto o contato com a areia, por exemplo, podem ser causadores de micoses nos pés e nas unhas dos pés. Por isso, durante um dia na praia, é importante permanecer calçado de chinelos e lavar o corpo e os pés com água potável depois. A higienização do corpo após a praia é um fator importante para retirar impurezas da água do mar, resíduos de produtos para proteção solar, entre outros. 

Hidratação

Para evitar ressecamentos na pele e no cabelo após o contato com sol, areia, água do mar ou piscina, é recomendável manter a pele bastante hidratada na sua viagem de verão. Lembre-se sempre de adicionar à sua mala de viagens um hidratante potente para o corpo e o rosto, e utilizá-lo com o corpo e o rosto limpos, após o banho. Para um toque de frescor no seu dia de viagem, você pode deixar esses hidratantes por algum tempo na geladeira antes de utilizá-los. 

Para os cabelos, além de shampoo e condicionador de praxe, é recomendável utilizar um leave-in, para manter a hidratação e proteger o cabelo. Durante o dia de praia, também é recomendado usar protetores térmicos para os cabelos, que podem proteger também do frizz causado pela umidade.

Procedimentos estéticos e o verão

Antes de viajar, muita gente procura fazer procedimentos estéticos para sentir-se confortável aproveitando o descanso, mas alguns procedimentos exigem um cuidado especial com o sol. Depilação a laser, peeling e tatuagens, por exemplo, são exemplos de procedimentos que exigem distância do sol por um certo período. Por isso, se você costuma fazer algum tipo de procedimento recorrente, ou mesmo para se preparar para uma viagem, cheque se ele é recomendado para quem vai à praia. No caso da depilação feminina a laser, por exemplo, o mínimo recomendável é de 15 dias sem exposição solar após o procedimento.

Com cuidado, sua viagem de verão pode ser ainda mais deliciosa. Aproveite!

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Brasil

Endrick comenta fala de Abel Ferreira sobre viagem à Disney: “Está super certo”

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Nesta terça-feira, o Palmeiras goleou o Santos no Allianz Parque e conquistou o inédito título na Copinha. Endrick, autor do primeiro gol, comentou a fala de Abel Ferreira no domingo, que sugeriu uma viagem à Disneylândia ao atacante de 15 anos, quando perguntado sobre a possibilidade de levar a joia para o Mundial.

“Eu estou tranquilo, vou torcer muito para eles levarem o Mundial. Tento pensar aqui na base, não pensar no profissional, para não atrapalhar minha carreira. Se Deus quiser e eu subir um dia para o profissional, vou começar uma nova carreira. O Abel está super certo, tenho que concordar”, disse o jogador à TV Globo.

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Na sequência, Endrick falou sobre o peso do título inédito, minimizando os prêmios individuais que recebeu na competição.

“É um título muito importante para a nossa Sociedade, a gente não tinha. Os prêmios são consequência do trabalho do grupo, não ganhei isso aqui sozinho”, afirmou.

Por fim, Endrick destacou a importância de sua família para a realização de seu sonho. O pai do atacante, inclusive, chegou a trabalhar como funcionário do Palmeiras.

“Quando eu operei o joelho, minha família estava comigo. Nunca me abandonou. Meu pai sempre me incentiva, minha mãe sempre está comigo. Agradecer pelo irmão, que é minha maior conquista”, finalizou.

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