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Sentimentos

Museu da Inconfidência guarda histórias de amor, revolta e quebra de tabus

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Tomás é autor das “cartas chilenas”- que criticam, de forma sarcástica, o abuso de poder, tirania e altos impostos da época. Ele também escreveu a obra “Marília de Dirceu” para Maria Doroteia Joaquina de Seixas.

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A obra atravessou gerações por seu encanto e pela sua história de amor de um pastor de ovelhas e uma jovem camponesa. Mas no mundo real eles viviam um romance difícil, que a família dela não aprovava. Afinal ela tinha 16 anos e ele tinha 40.

Eles tiveram encontros escondidos, mas Gonzaga foi preso justamente quando ela alcançou a maioridade. Os dois iam se casar, mas foram separados.  

Ele foi obrigado a viver na África, se casou e morreu aos 65 anos. Ela morreu em Ouro Preto aos 85 anos de idade, sem saber que ele já tinha falecido. Até o último momento Doroteia esperava por um reencontro com o amor da vida dela.

A mulher que quebrou tabus

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo viveu na mesma época, em Prados (MG), mas era uma mulher diferenciada para a época: era alfabetizada, culta e tinha uma participação política que não era comum naquela época.

Casada com Antônio de Oliveira Lopes, era dona de uma das maiores fazendas da comarca de rios das mortes. Conhecia o planejamento da Conjuração Mineira, inclusive detalhes da estratégia militar.

“Era praticamente inaceitável pro final do século 18. Era uma mulher muito poderosa, muito rica e participou ativamente da Inconfidência Mineira. Abrigou reuniões em casa e nessas reuniões ela própria e o marido, discutiam a situação política e econômica e sobre tudo o inconformismo”, diz o historiados Rafael José de Souza.

Enquanto a Conjuração Mineira ia abaixo, ela resistia. E deu início a um levante militar após saber da prisão de Riradentes. chegou a escrever: “quem não é capaz para as coisas, não se meta nelas.”

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Sentimentos

Famosos revelam seu amor por São Paulo

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Hoje eles são famosos, estão na TV e viajam o mundo. Mas foi na cidade de São Paulo, que celebra 468 anos nesta terça-feira (25), que eles começaram suas jornadas. E com ela também eles construíram verdadeiras histórias de amor.

Questionados pela Folha de S.Paulo, eles revelam memórias de infância e selecionam lugares marcantes. Há quem tenha ajudado na preservação de parque importante, quem tenha optado por ser mãe na terra da garoa e ainda aquele que sempre retoma essa conexão com a cidade ao percorrer a pé toda a avenida Paulista.

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A apresentadora Luciana Gimenez, 52, é uma dessas famosas. Ela, que nasceu no bairro de Perdizes (zona oeste), viveu sua primeira infância ao lado da avó materna, já que sua mãe, a atriz Vera Gimenez, 73, era uma das estrelas da Globo e vivia no Rio. Gimenes afirma ter boas lembranças dessa época em que sempre foi muito levada.

“Desde cedo frequentava as festinhas dos meus amigos e brincava de ser repórter”, diz. “São Paulo, com certeza, é uma das cidades mais belas do Brasil. Aqui eu posso dizer que construí uma carreira sólida e uma família feliz, sou realizada por morar nessa grande cidade que merece todo o meu respeito. Eu aprendi a ser mãe em São Paulo e fiz questão de educar e criar meus filhos aqui”, afirma Luciana, que revela adorar o caráter multicultural do município.

“Eu sou apaixonada por culturas de diversos lugares. Aqui em São Paulo encontramos Portugal, Japão, Itália, Espanha, Líbano e todos os lugares do mundo. Sou uma paulistana que ama a cidade e que vive e faz tudo para que ela se torne um lugar melhor para as próximas gerações”, afirma.

O maestro João Carlos Martins, 81, é nascido e criado no bairro da Vila Mariana (zona sul). Ele conta que sua casa era muito próxima do Parque Ibirapuera, onde ia com muita frequência. “Também me lembro muito bem das ruas de paralelepípedo no caminho de casa até a escola Liceu Pasteur. Hoje, algumas poucas ainda preservam os paralelepípedos de doce memória, dando um ar romântico para o bairro”, diz o maestro, torcedor fanático da Portuguesa.

O músico revela que um dos lugares que mais apreciava era o Espaço Aprendiz, idealizado por Gilberto Dimenstein (1956-2020), na Vila Madalena (zona oeste). “Tive lá momentos memoráveis. Hoje, meu local preferido é o Parque Augusta, pois tive a honra de, mais uma vez junto com o Dimenstein, participar de maneira efetiva da luta pela preservação daquela área”, diz.

O rapper Criolo, 46, é mais um famoso paulistano que tem amor pela cidade onde nasceu. “Nasci em Santo Amaro (zona sul) e em 1982 mudamos para o Grajaú (zona sul)”, revela ele. Justamente por isso que um de seus maiores prazeres é acompanhar áreas de fomento à cultura e à arte, dentre eles a cena musical que rola no Grajaú conhecida por Pagode da 27, famoso há mais de 15 anos.

Ele também gosta de frequentar a Ocupação Nove de Julho onde há uma horta que encanta a todos e uma agenda cultural cheia de novidades o ano todo. “São Paulo é assim, há espaços que quando bem ocupados com amor, afeto e sonhos, beneficia a todos.”

No ar atualmente como a personagem Vanda em “Quanto Mais Vida, Melhor!” (Globo), a atriz Ana Hikari, 27, é natural do bairro da Aclimação/Cambuci (região central). Suas melhores memórias são da época que podia andar pelas ruas do bairro e conhecer as pessoas de cada vendinha, farmácia da esquina, padaria e lojinhas. “Era quase uma cidade do interior dentro de SP. Passei 17 anos morando ali”, explica.

Hoje em dia, diz Ana, sua maior paixão é a avenida Paulista. Sempre que termina uma temporada de projetos no Rio de Janeiro, ela faz questão de voltar à capital paulista para passear pela mais famosa das avenidas.

“É um lugar em que você vê um pouco do que é São Paulo. Tem muita opção cultural, muita comida, muita gente de vários lugares diferentes. Além disso, desde pequena eu costumo ir à Paulista para manifestações. A primeira delas que eu me lembro foi contra a guerra no Iraque, eu devia ter uns 8 anos.”

Assim como Ana, o comediante e músico Rafael Cortez, 45, é mais um fanático pela avenida Paulista. Tanto que até dois anos atrás ele costumava fazer os compromissos pela região a pé só para poder visualizar a beleza existente na avenida.

Natural de Cerqueira César (zona oeste), entre a rua Oscar Feire e a alameda Lorena, ele diz que o lugar era provinciano e tinha poucos prédios. A região contava com armarinho, banca de jornal que cobrava fiado e até vendedor de sorvete à cavalo.

“Era demais, tive uma infância incrível, fiquei 22 anos nessa mesma casa. O mais incrível era nossa vila de casas conjugadas com famílias amigas e crianças que cresceram juntas. Depois o bairro foi ficando meio metido a besta e naturalmente saímos de lá”, relembra.

A cantora Negra Li, 42, nasceu na Vila Brasilândia (zona norte) e diz que um lugar que frequentava muito na infância era o Largo da Matriz, na Freguesia do Ó. Foi lá que ela fez a primeira apresentação de sua vida. Hoje, adora respirar o ar puro do Ibirapuera e frequentar a avenida Paulista.

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Às vésperas da estreia, o amor está no ar do Flamengo

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Mesmo diante do pouco tempo que Paulo Sousa está no Flamengo já constatamos ser inquestionável seus conhecimentos técnicos sobre o futebol, além de possuir uma equipe multidisciplinar de assistentes extremamente qualificada.

A frustação da torcida em razão do não retorno de Jesus já foi atenuada. Talvez, seja consequência do fenômeno da transferência na psicanálise, em que substituímos o amor ou outra admiração, como solução dos problemas, sendo hoje nosso novo amor um novo técnico português, Paulo Sousa. Esperamos assim que repita o sucesso do seu conterrâneo.

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Concomitante ao processo de implementação da nova metodologia o time vai estrear no Carioca. Por óbvio, não veremos todas as mudanças que almejamos, até porque o Flamengo estreará com um time de garotos.

Todavia, não será surpresa um time organizado, como foi nas duas partidas iniciais da Copinha 2022, em que grande parte desses garotos estiveram presentes, sob o comando técnico de Fábio Matias, excelente treinador, vindo do Internacional.

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A reconexão do Mais Querido com sua Magnética sempre desperta paixões, ainda que em meio a disputa de um campeonato hoje considerado menor. O Flamengo vai em busca de seu inédito tetracampeonato consecutivo, apesar de ter sido tricampeão seguidamente por seis oportunidades:1942-43-44, 1953-54-55, 1978-79-79 especial, 1999-2000-01; 2007-08-09; 2019-20-21.

Dentro desse processo inicial é natural que o time oscile, o problema é que a paciência não é uma virtude da nossa torcida, a qual sempre esteve acostumada a vitórias, ainda mais recentemente, a partir de um processo em que o time se consolida entre os melhores do país e do continente.

Mas essa irracionalidade foi explicada por Sigmund Freud, o pai da psicanálise: “Estar apaixonado é estar mais próximo da insanidade do que da razão”.

Ainda bem que nosso técnico é conhecedor do amor, conforme declarou recentemente: “Sou romântico em todos os sentidos. No futebol e na estética. É a idealização de um amor próprio com o que fazemos e com a torcida”.

Então, só nos resta desejar que a lua de mel dure por bastante tempo nessa temporada.

Allan Titonelli é coautor do livro 19 81: Ficou Marcado na História. Compre aqui: https://amzn.to/3nQSneB

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Tributo a Elza, jogo da discórdia e BBB do amor: O melhor e o pior da TV

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A semana que passou foi marcada por homenagens à cantora Elza Soares em diversos programas da televisão brasileira como o “Fantástico” (Globo), que teve uma edição dedicada à artista que morreu aos 91 anos por causas naturais, em sua casa no Rio de Janeiro. Em sua primeira semana no ar, o “BBB 22″ também deu o que falar, com direito a um jogo da discórdia em clima de jogo da ‘concórdia’ e a ideia de uma edição de paz e amor, contrariando o que o público quer ver, que é treta.

O “Splash Vê TV” de hoje (25) elenca o que rolou de melhor e pior na TV. Confira.

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Aline Ramos

O melhor foi o Tadeu Schmidt fazendo uma intervenção sobre transfobia no “BBB 22”. Foi uma abordagem rara de se ver na televisão da forma como foi feita, de maneira simples, que não constrangeu a Linn da Quebrada e deu o recado. Aline Ramos, colunista de Splash

Cristina Padiglione

Ainda tem muita coisa sobre Elza Soares para ser mostrada, mas fiquei satisfeita com essa primeira programação de vários canais para a despedida dela e espero que outras coisas de seu acervo possam inspirar a programação das próximas semanas. Cristina Padiglione, colunista da Folha

A cantora Elza Soares morreu no dia 20 de janeiro por causas naturais. Ela estava em sua casa, no Rio de Janeiro. - Jack Vartoogian/Getty Images - Jack Vartoogian/Getty Images

A cantora Elza Soares morreu no dia 20 de janeiro por causas naturais. Ela estava em sua casa, no Rio de Janeiro.

Imagem: Jack Vartoogian/Getty Images

Padiglione elegeu como pior acontecimento da semana o que chamou de “mau planejamento” da Globo para as novelas “Um Lugar ao Sol“, no ar atualmente, e “Pantanal”, que será a próxima trama da faixa das 21h.

A Globo tem destruído ‘Um Lugar ao Sol’ na incompetência de programar ‘Pantanal’ no meio de uma pandemia. Cortaram 40 capítulos da novela e depois concluíram que não ia dar para estrear quando queriam. Já a atual novela no ar é toda planejada, com capítulos pensados para o intervalo comercial e está sendo rasgada, um desrespeito à equipe e ao elenco (…) A Globo é uma emissora que sempre trabalhou bem com o planejamento e agora está imprudente e boicotando esse produto que é a novela das 21h.

Débora Miranda

Eu detestei o jogo da discórdia, poderia ter sido mais picante e foi muito morno. Estamos esperando momentos melhores nesse ‘BBB 22’. Precisamos do nosso entretenimento garantido. Débora Miranda, editora-chefe do Universa

Marcelle Carvalho

Eu achei péssima a votação do paredão, as pessoas entraram no confessionário como se nunca tivessem assistido o ‘BBB’. O Tadeu pergunta para quem é o voto e as pessoas fazem perguntas típicas de quem caiu de paraquedas no programa. Marcelle Carvalho, colunista de Splash

‘Splash Vê TV’

Apresentado por Débora Miranda ao lado de Aline Ramos, Cristina Padiglione e Marcelle Carvalho, o podcast “Splash Vê TV” vai ao ar às terças-feiras, 13h, no YouTube e demais plataformas de áudio.

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