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Sentimentos

Amor, Cortes e Emendas

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Nesta semana, Márcia Franceschi fez o lançamento do livro “Cortes e emendas”, ao lado de amigos e familiares. Aquele auditório do Santa Genoveva ficou lotado de emoção, saberes e saudades. As palavras foram preenchendo os ouvidos, enquanto a literatura ia preenchendo os corações. Dava-se a impressão de que o tempo estava arrematando uma fase que havia sido apenas alinhavada.

“Cortes e emendas” em todo o tempo, fia sua determinação no presente, chamado, pela autora, de “É”, e ampara-se na esperança, fazendo dos acontecimentos uma canção, em que a vida segue de mãos dadas com o amor, pois, compreender a realidade, sem fugas, é encontrar a cura de muitos males: “Os ‘cortes’ são muitos, as ‘emendas’ são mais. Quando Luiz olha para os cortes e enxerga as cicatrizes, as tribulações se tornam mais leves. E ele avança, enamorado com a vida”. (FRANCESCHI, 2021, p. 81).

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Bom seria que todas as crianças pudessem viver sua infância plenamente, com saúde e traquinagens, mas a vida escolhe formas diferentes para cada um. No caso de Luiz, o personagem da obra em questão, “Aquele menino de 11 anos, ao receber o diagnóstico de câncer, sentiu-se arremessado do É para o Fim. Por mais que ele tentasse desatar o nó, não conseguia. Sentiu-se pequeno demais” (p. 24). E a vida exigiu-lhe ação e reação. Foi aí que Luiz começou “a fomentar o desejo de lutar pela vida”. A nova realidade fez com que o menino trocasse “a corrida atrás da bola, pela corrida em busca da cura” (p. 26). E foi assim que a radioterapia fez morada em sua vida. Com o tratamento ofertado na década de 1970, o garoto foi penalizado pela brincadeira, porque criança não tem maldade no coração, nem juízo na cabeça. E foi em sua inocência que a placa de chumbo, utilizada no procedimento, se tornou um caminhãozinho. Só não imaginava que este era um caminhão sem freios, descendo a ladeira. Coisa, esta, que o tempo a dirá. Quarenta anos depois, “– Vou no banco de trás, vou deitado […]. Uma estrada bastante tortuosa” (p. 140), assim como foram tortuosos os caminhos da vida de Luiz, trilhados com tanta resiliência, na certeza de que a cada manhã, o sol desponta no horizonte.

Em sua corrida pela vida, Luiz traçou um caminho entre os corredores do hospital, as rampas do fórum, as aerovias e as estradas, sobretudo as que ficam entre o Mato Grosso e Minas Gerais. Em todas as “viagens”, é o paladar que determina o grau de felicidade, porque Luiz é um amante da boa culinária, mas, quando esta é insuficiente, Luiz se vale de seu excelente humor para provar à vida que estão juntos nesta viagem. Por ocasião de um tratamento, as veias de Luiz começaram a brincar de esconde-esconde com a enfermeira. Vendo que esta suava frio, Luiz, com toda a sua determinação em bem-viver, arranca um humor sabe-se lá de onde, e orienta-a: “– Moça, tenta esta aqui, lembro que ela costuma ser uma veia boa” (p. 154). “O sofrimento e a felicidade são vividos por Luiz, com naturalidade (p. 162).

Pensando em tudo que li, e comparando ao evento presenciado, lembrei-me do poema “Canção”, de Cecília Meireles, em que ela faz uma ode à urgência do amor: “Não te fies do tempo nem da eternidade, / que as nuvens me puxam pelos vestidos / que os ventos me arrastam contra o meu desejo! / Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, / que amanhã morro e não te vejo! // Não demores tão longe, em lugar tão secreto, / nácar de silêncio que o mar comprime, / o lábio, limite do instante absoluto! / Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, / que amanhã eu morro e não te escuto! / Aparece-me agora, que ainda reconheço / a anêmona aberta na tua face / e em redor dos muros o vento inimigo… / Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, / que amanhã eu morro e não te digo…”. Ah, como Cecília sabe das coisas do amor.

Hoje, unindo a narrativa de Márcia Franceschi ao encantamento da poética de Cecília Meireles, compreendo melhor a resiliência de Luiz, e posso dizer que, de fato, a vida segue cheia de Amor, Cortes e Emendas.

*Este conteúdo é de responsabilidade do autor e não representa, necessariamente, a opinião do Diário de Uberlândia.

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Sentimentos

Museu da Inconfidência guarda histórias de amor, revolta e quebra de tabus

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Tomás é autor das “cartas chilenas”- que criticam, de forma sarcástica, o abuso de poder, tirania e altos impostos da época. Ele também escreveu a obra “Marília de Dirceu” para Maria Doroteia Joaquina de Seixas.

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A obra atravessou gerações por seu encanto e pela sua história de amor de um pastor de ovelhas e uma jovem camponesa. Mas no mundo real eles viviam um romance difícil, que a família dela não aprovava. Afinal ela tinha 16 anos e ele tinha 40.

Eles tiveram encontros escondidos, mas Gonzaga foi preso justamente quando ela alcançou a maioridade. Os dois iam se casar, mas foram separados.  

Ele foi obrigado a viver na África, se casou e morreu aos 65 anos. Ela morreu em Ouro Preto aos 85 anos de idade, sem saber que ele já tinha falecido. Até o último momento Doroteia esperava por um reencontro com o amor da vida dela.

A mulher que quebrou tabus

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo viveu na mesma época, em Prados (MG), mas era uma mulher diferenciada para a época: era alfabetizada, culta e tinha uma participação política que não era comum naquela época.

Casada com Antônio de Oliveira Lopes, era dona de uma das maiores fazendas da comarca de rios das mortes. Conhecia o planejamento da Conjuração Mineira, inclusive detalhes da estratégia militar.

“Era praticamente inaceitável pro final do século 18. Era uma mulher muito poderosa, muito rica e participou ativamente da Inconfidência Mineira. Abrigou reuniões em casa e nessas reuniões ela própria e o marido, discutiam a situação política e econômica e sobre tudo o inconformismo”, diz o historiados Rafael José de Souza.

Enquanto a Conjuração Mineira ia abaixo, ela resistia. E deu início a um levante militar após saber da prisão de Riradentes. chegou a escrever: “quem não é capaz para as coisas, não se meta nelas.”

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Cantora Luiza posta foto apaixonada com Marcela Mc Gowan: ‘Amor da minha vida’

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Cantora Luiza posta foto apaixonada com Marcela Mc Gowan: (Foto: Reprodução/ Instagram)

Cantora Luiza posta foto apaixonada com Marcela Mc Gowan: (Foto: Reprodução/ Instagram)

Cantora Luiza recorreu às redes sociais para fazer uma homenagem à namorada Marcela Mc Gowan, que completa mais um ano de vida. A sertaneja compartilhou uma foto em que aparece beijando a namorada, com quem tem relacionamento há um ano, e escreveu um texto carinhoso para ela.

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“Quero te lembrar que você é amada. Todos os dias, todas as horas. Te amo de longe, de perto, e até quando fico grilada com você, eu ainda eu te amo. Ontem foi seu aniversário e eu ia postar uma foto quando tava chegando na festa, mas a festa foi tão boa que esqueci o cel, esqueci tudo e fui curtir o seu dia, com você. Você tava deslumbrante com aquela roupa, toda arrumada, montada, parecendo uma deusa, mas nada no mundo se compara a ver vc toda descabelada, dançando com a mão no chão e a bunda pra cima, em cima da caixa de som, curtindo, sem salto já, balançando aquele babado da roupa de um lado pro outro”, lembrou ela.

A sertaneja segue dizendo: “Sempre que eu te via ontem, eu pensava: UAU, OLHA A MULHER QUE EU DIVIDO A VIDA. Conheço muita gente top, mas Deus é o ser mais top que existe, porque no meio de tanta gente ele me escolheu pra viver um amor genuíno e gostoso e nos deu a sabedoria de receber esse amor. Te amo, em todas as suas versões, amo as 30 Marcelas que moram em vc. Quero te ver em todos os aniversários da sua vida, pulando e dançando igual uma doida, pq gente normal é sem graça demais. Vc é preciosa e eu sei a joia que tenho nas mãos, saiba disso. Eu tenho noção da mulher incrível que Deus colocou na minha vida”.

Ela ainda se desculpa pela homenagem tardia; “Te amo amor, feliz aniversário atrasado. Ano que vem posto foto cedo pq a noite eu sei que tem rolê de novo! Se eu puder, quero cantar em todos os seus aniversários, de presente pra vc, que aí é bom que não preciso gastar com outro presente. Tô brincando! Kkkkkkk Parabéns por ser essa grande gostosa, e por compartilhar essa delícia que é vc, comido. Ah, obrigada também, por uma coisa que nunca te agradeci… que é dividir tanto conhecimento cmg, vc é uma mulher do carai! Saúde e vida longa pra vc, pra nós e pro nosso amor! Feliz vida, amor da minha vida”.

Na última quinta-feira (25), a  influencer e ex-participante do ‘BBB20’ celebrou seus 33 anos com uma festa que teve o circo como tema. Além de parentes e amigos, alguns famosos marcaram presença na festa, como Lumena Aleluia, João Luiz Pedrosa, Gabi Hebling, Jéssica Mueller, Gabi Martins, Mari Gonzalez e Jonas Sulzbach, Gizelly Bicalho, Ivy Moraes e Flay.

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Amor pós-pandemia: pesquisa mostra tendências em relacionamentos no próximo ano

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Tendências para o amor e relacionamentos em 2022
Redação João Bidu

Tendências para o amor e relacionamentos em 2022

pandemia pela Covid-19
trouxe uma abordagem mais suave nos  relacionamentos,
porém determinada, com a certeza do que a pessoa está procurando após meses de reflexão sobre o assunto. Apesar do retorno de alguns comportamentos pré-pandêmicos muito apreciados em 2021, o futuro reserva novos caminhos e opções que serão bem-vindas no mundo dos  dates.

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A pesquisa do aplicativo Bumble com seus usuários destaca que essa tendência não deve diminuir: mais da metade (59%) das pessoas no aplicativo no mundo afirmaram que agora são mais honestas com seus parceiros sobre o que desejam. No Brasil, a pesquisa revelou que cerca de 5 a cada 10 entrevistados, aproximadamente (50%), estão mais dispostos a falar abertamente sobre o que desejam com seus parceiros. 

Status de relacionamento: sem pressão

As expectativas sobre os solteiros estão muito menores. Considerando que grande parte das pessoas quase não saiu de casa nos últimos 18 meses, mais da metade dos respondentes afirmou estar mais consciente sobre quem, como e quando terão um date. A pressa em mudar o status de relacionamento diminuiu, assim como o efeito das famosas perguntas “mas e os namoradinhos?” ou “faz quanto tempo que você está solteira?”.

Globalmente, a comunidade do Bumble segue preocupada com essas perguntas, apenas 28% afirmaram não se importar com elas. Já os brasileiros mostraram-se mais confiantes em relação a estas cobranças, com 42% dos entrevistados declarando não se importar com estes questionamentos feitos por família ou amigos.  

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Fim do distanciamento social

Após quase dois anos de distanciamento social e com o avanço da vacinação, a tendência é deixar os toques de cotovelo de lado. Na paquera não é diferente: cerca de 2 a cada 3 pessoas entrevistadas (68%) em todo o mundo afirmam estar mais dispostas a demonstrar carinho em público – número semelhante ao dos Estados Unidos, onde 69% dos entrevistados compartilham do mesmo sentimento.

No Brasil, os usuários estão ainda mais dispostos a demonstrações públicas de afeto, com o resultado dos entrevistados chegando a 82%. A questão agora é: vamos seguir com um ou dois beijinhos no rosto?

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Novos hobbies, novos dates

Não é raro encontrar pessoas que adquiriram um novo hobbie no último ano. Sem grandes opções para o lazer, a solução para muitos foi encontrar alguma atividade que pudesse ser realizada dentro de casa. Entre a comunidade brasileira do Bumble, 64% adquiriu um novo hobbie durante o período de isolamento. 

Com a retomada das atividades, quase metade dos entrevistados brasileiros (42%) está disposta a encontrar novas opções de encontros relacionados a seus novos hobbies. 

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Você não é o seu trabalho

Em um mundo tão habituado a perguntar “o que você faz?” ao conhecer alguém novo, a valorização de quem você é fora do trabalho teve grande  destaque no último ano. Depois um período tão longo em que os limites entre trabalho e vida pessoal eram quase inexistentes, mais da metade dos entrevistados brasileiros (53%) passou a priorizar carreiras que permitam um equilíbrio saudável entre os dois.

Essa mudança de mentalidade também influenciou o que esperam de seus relacionamentos: 41% passou a preferir parceiros que tenham como objetivo este mesmo equilíbrio em vez da ambição de um cargo profissional importante. 

Solteiro sim, e daí?

Não é só no Natal que a curiosidade sobre o status de relacionamento alheio aparece, seja durante a visita de uma tia distante em uma reunião de família ou um encontro com uma amiga que está em uma relação estável há anos, as perguntas sempre aparecem.

Entretanto, a cobrança mascarada de curiosidade parece não importar mais tanto assim para os brasileiros, 71% dos entrevistados não se sentem pressionados a ter um parceiro – diferentemente dos números globais, em que apenas 57% sentem-se da mesma forma. Estar solteiro tem se tornado uma decisão cada vez mais consciente, principalmente no Brasil, onde 34% dos entrevistados declarou estar mais cuidadoso do que antes, enquanto globalmente este número é de apenas 17%.

“Eu sou solteira e sexy, por que eu deveria me importar?”

“Se 2020 e 2021 nos ensinaram alguma coisa, é que mais pessoas estão cientes do que procuram em um parceiro e estão menos dispostas a abrir mão disso. No caso dos solteiros brasileiros na comunidade do Bumble, vemos 2022 como uma grande oportunidade para mudança de prioridades na busca de um parceiro. Com a grande maioria da nossa comunidade no Brasil  (71%) disposta a ser mais direta e transparente sobre suas expectativas e quase metade dos brasileiros pronta para recomeçar do zero sua vida amorosa acreditamos que os próximo meses serão importantes para o romance”, comentou Martha Agricola, Diretora de Marketing do Brasil no Bumble.

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