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Curitiba

Pandemia transforma luto e ‘despedidas’ em Curitiba, que ganha novo memorial

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A pandemia do novo coronavírus, você já sabe, provocou mudanças profundas na rotina das pessoas. O uso de máscara e a necessidade de distanciamento social são, provavelmente, as faces mais evidentes dessas mudanças, mas estão longe de ser as únicas. No setor funerário, por exemplo, o processo de luto passou por uma transformação profunda, com as despedidas póstumas ganhando novos rituais, que envolvem até transmissões online para familiares e amigos distantes.

Em Curitiba, um prédio erguido na Avenida Kennedy, com cerca de 2 mil metros quadrados, pode ser considerado uma espécie de símbolo de algumas dessas transformações, ao menos das que vieram para ficar no que se tem chamado de ‘novo normal’. Construído para atender diferentes formas de homenagem, o Memorial Luto Curitiba começou a ser estudado anos atrás, em 2017, e demandou cerca de R$ 8 milhões de investimento até ficar pronto. Com previsão de começar a funcionar no final deste mês, o espaço conta com cerca de 2 mil metros quadrados, que se distribuem em hall de entrada, cinco salas de velório com jardins privativos, estacionamento coberto com manobrista e área gourmet.

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Segundo Luís Henrique Kuminek, diretor da Luto Curitiba, a crise sanitária acabou ocasionando a realização de velórios mais curtos (com cerca de quatro horas de duração, caso a pessoa não tenha sido vítima da Covid-19, que aí é ainda mais rápida a despedida), sepultamentos mais rápidos (geralmente no mesmo dia do velório) e também com a participação de menos pessoas nessas despedidas, para evitar aglomerações.

Algumas dessas mudanças acabaram virando tendência, como a participação das pessoas à distância. Outras, como as despedidas mais curtas, devem ser alteradas na medida em que a sociedade possa volta a algo mais próximo do que se poderia chamar de normalidade.

“Temos hoje uma tendência de despedidas cada vez mais rápidas, sem a presença das pessoas, e isso não é saudável para o psicológico das pessoas. Queremos usar essa estrutura, que tem bastante conforto, infraestrutura, para devolver para as pessoas essa rotina”, diz Kuminek. “Essa coisa da participação das pessoas à distância, por outro lado, é algo que veio para ficar. Pessoas que não podem comparecer, podem enviar homenagem, acender vela virtual, mandar coroa de flores virtual… São tendências de digitalização, de virtualização. É algo que veio para ficar”, emenda.

Mais conforto e possibilidade até de customização

Outro diferencial do Memorial Luto Curitiba e que segue uma tendência no mundo é a possibilidade de personalização das cerimônias, o que vem no sentido de dar um significado individual para as despedidas. Hoje, por exemplo, é comum a exibição de vídeos nos velórios ou o uso de bandeiras do time do coração para expressar a saudade em forma de homenagem. Enquanto algumas famílias são mais reservadas, outras gostam de confraternizar, contar histórias.

“Não podemos mais impor um modelo de cerimônia, mas facilitar que cada um se manifeste conforme suas preferências e crenças”, descata Kuminek, contando que o Memorial oferece um sistema de vídeo wall com wi-fi nas salas de velório para transmissões ao vivo das cerimônias. “Empresas têm auditórios fixos, telão, show de luzes, pirotecnia, e a cerimônia é um pacote que é vendido, tudo definido pela empresa. Queremos entregar algo mais personalizado, dentro da vontade da família, para que a cerimônia tenha um significado mais pessoal. Não temos um auditório pronto, fixo. Todos os móveis podemos colocar, tirar, mudar de lugar”, destaca.

Pandemia prejudicou o processo do luto

No que diz respeito às despedidas, o cenário mais grave e preocupante em meio à pandemia diz respeito justamente à situação de pessoas acometidas pela doença pandêmica. Nessas situação, não há velório, mas apenas uma despedidas de aproximadamente 20 minutos no cemitério, instantes antes do sepultamento. Há um cenário, portanto, no qual as pessoas se vão, mas seus familiares não conseguem se despedir, de fato.

“Como efeito, o que tivemos foi uma aceleração desse processo de luto que eu acho que vai aumentar muito a incidência do que os psicólogos chamam de luto não processado, tem uma espécie de arrependimento por não se despedir direito do seu ente querido, passar por aquele momento, fazer sua oração, sua despedida”, afirma Luís Henrique Kuminek. “O luto é um processo em que a pessoa vai aceitando isso, aquilo vai se tornando parte da vida dela até ela conseguir dar sequência na vida. Isso é um processo, leva determinado tempo para acontecer, e quando impede que as pessoas façam a despedida, as orações, se encontrem para conversar sobre esse acontecimento, vejam o falecido no caixão, isso vai dificultando esse processo de elaboração do luto.”

“O velório de amanhã, acho que cabe a nós como profissionais não deixar que essa normalidade de agora seja permanente, que não é a coisa mais saudável.
Passa tão rápido, quatro horas é muito pouco tempo [para se despedir de um ente querido]. Não dá nem pra pessoa entender o que está acontecendo. Temos a expectativa de, na medida em que a pandemia vá terminando e a vacinação avance, que a gente possa voltar ao normal, se reunir, participar.
Esperamos que essa questão da duração [dos velórios] volte ao normal e aí tem inúmeras possibilidades, desde coisas mais tecnológicas com vídeo e música, ou uma cerimônia mais pessoal, só com os familiares”

Luís Henrique Kuminek, diretor da Luto Curitiba

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Curitiba

Meio Ambiente distribui mudas gratuitas de árvores nas regionais

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Nesta segunda-feira (25/10), as regionais Santa Felicidade e Boa Vista recebem mudas de árvores nativas para entrega gratuita à população. Até o fim da semana, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente termina a distribuição de 500 mudas para cada uma das dez administrações regionais da cidade (cronograma abaixo).

A distribuição da produção do Horto Municipal da Barreirinha de forma descentralizada faz parte do programa 100 Mil Árvores para Curitiba e tem o objetivo de facilitar o acesso dos cidadãos e incentivar o plantio. Estão disponíveis espécies como os ipês amarelo, roxo e roxo anão, uvaia, pitanga, araçá vermelho, palmeira imperial, entre outras.

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Para a retirar, é necessário o preenchimento de um cadastro simples. Da mesma forma como acontece com a solicitação de mudas pela Central 156, o cidadão deve informar o local e características do plantio para que seja fornecida a muda mais adequada. 

“Em áreas privadas não há restrição, mas se houver interesse no plantio em via pública – em frente de casa ou em alguma área verde – é preciso seguir algumas regras”, explica Roloff. Isso porque a cidade tem normas de urbanização, fiação elétrica e outras características que precisam ser levadas em consideração. 

A informação do local do plantio servirá também para o registro da participação no desafio. O Horto Municipal da Barreirinha continua fazendo as entregas aos interessados. Ao longo da semana, Tatuquara, Cajuru, Portão, Matriz, CIC e Bairro Novo também serão abastecidas. Pinheirinho e Boqueirão receberam a remessa na última sexta-feira.

Desafio

O 100 Mil Árvores para Curitiba foi lançado pelo prefeito Rafael Greca na primavera de 2019 e contou com a participação de empresas, exército e escolas. No segundo ano de vigência, já são mais de 160 mil plantios.

“Por enquanto, trabalhamos com os nossos plantios da arborização pública e com essa ferramenta do Adote uma Árvore por parte da população”, conta o diretor. “Esperamos que seja possível retomar ações de plantio comunitário o mais rápido possível”, completa. 

Onde buscar uma muda de árvore nativa

REGIONAL PINHEIRINHO – Avenida Winston Churchill, 2.033
REGIONAL BOQUEIRÃO – Avenida Marechal Floriano Peixoto, 8.430 
REGIONAL SANTA FELICIDADE – Rua Santa Bertilla Boscardin, 213
REGIONAL BOA VISTA – Avenida Paraná, 3.600 (a partir de 26/10 – terça-feira)
REGIONAL TATUQUARA – Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n (a partir de 26/10 – terça-feira)
REGIONAL CAJURU – Avenida Prefeito Maurício Fruet, 2150 (a partir de 26/10 – terça-feira)
REGIONAL PORTÃO – Rua Carlos Klemtz, 1700 (a partir de 27/10 – quarta-feira)
REGIONAL MATRIZ – Praça Rui Barbosa, 101 (a partir de 27/10 – quarta-feira)
REGIONAL CIC – Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460 (a partir de 28/10 – quinta-feira)
REGIONAL BAIRRO NOVO – Rua Tijucas do Sul, 1.700 (a partir de 28/10 – quinta-feira)
 

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Curitiba

Homem é arrastado e morto ao sair de igreja em Curitiba

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Um homem de 28 anos foi assassinado após sair da igreja na noite desse domingo (24/10), no bairro Santa Cândida, em Curitiba. O crime aconteceu na Rua Celeste Paschoal Milani.

Segundo apurou a reportagem da Banda B, o rapaz entrava no carro para ir embora após o culto na igreja quando dois ou três homens (não há confirmação do número) o abordaram, o arrastaram por 50 metros e o atingiram com três tiros. Quando o socorro chegou, a vítima já estava sem vida.

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Leia a íntegra do texto no portal Banda B, parceiro do Metrópoles.

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Curitiba

Metallica confirma show em Curitiba e mais cidades em maio

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Fãs do Metallica tiveram uma boa notícia, nesta segunda-feira (25). A banda confirmou sua turnê pela América do Sul e Curitiba está no calendário para o dia 7 de maio de 2022. O show já foi adiado diversas vezes por causa da pandemia de covid-19.

As apresentações, inicialmente marcadas para abril de 2020, já haviam sido remarcadas para dezembro daquele ano. Em Curitiba, o show tinha sido reagendado em março, para ocorrer no dia 16 de dezembro, no estádio Couto Pereira.

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Além de Curitiba a banda confirmou shows em Porto Alegre, no dia 5 de maio, São Paulo, 10 de maio, e Belo Horizonte, no dia 12 de maio. Além do Brasil, a turnê terá shows em Santiago, no Chile, e em Buenos Aires, na Argentina, no mês de abril.

“Para aqueles que estiveram conosco nos últimos 18 meses, desde que os shows originais deveriam acontecer, obrigado por sua tremenda paciência! Nós realmente não podemos esperar para finalmente visitar a América do Sul pela primeira vez em quase cinco anos, com a retomada de seis shows originalmente planejados, incluindo duas cidades brasileiras em que nunca tocamos: Belo Horizonte e Curitiba“, disse a banda.

Tempos difíceis

Em uma mensagem aos fãs, a banda desejou tempos melhores para todos. “Nós desejamos a vocês, seus familiares e a todos que amam, uma boa saúde para que nós possamos virar essa página para um novo capitulo deste tempo difícil. Nós não podemos esperar para passar um tempo com a nossa extensa família Metallica no próximo ano”, disseram os músicos.

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