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Iza fala sobre representatividade: ‘se estou no horário nobre da TV, mesmo calada, já digo muito’

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A cantora Iza é um dos maiores fenômenos da música pop brasileira dos últimos anos. Ela já recebeu uma indicação ao Grammy Latino, cantou no Rock in Rio e no Lollapalooza e foi nomeada como jurada do ‘The Voice Brasil’, da TV Globo. Sua visibilidade é tanta, que foi recomendada pela própria Beyoncé para dublar sua versão em português para o novo filme ‘O Rei Leão’, da Disney, que saiu em 2019.

Não há dúvidas de que o sucesso de Iza é um verdadeiro estouro – e ela faz questão de imprimir a marca da cultura negra em suas produções. Em recente entrevista ao jornal ‘El País’, a cantora refletiu sobre a importância da representatividade de pessoas negras nos produtos da cultura brasileira.

Ela revelou que jamais abrirá mão de utilizar elementos da cultura africana em suas músicas e clipes, além de só utilizar atores e bailarinos negros. “Isso sempre foi natural para mim. A intenção é fazer à beça, até as pessoas pararem de reparar que só têm negros nos meus clipes”, comentou.

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“A gente está acostumado a não ver negros em determinados lugares. Ainda somos a exceção nos elencos de clipes, novelas e filmes. Mas isso não é normal, porque somos maioria no país. E muitas vezes, quando aparece, o negro acaba estereotipado. Ou você é a empregada ou o vizinho engraçado ou a mulher gostosa, o bandido… definitivamente, nós somos muito mais que isso”, completou.

Iza e o feminismo

Outra luta que Iza gosta de representar é a dos direitos das mulheres, apesar de ela não gostar de ser taxada como “uma militante”. Mesmo assim, a cantora não nega que boa parte de suas composições carregam forte teor político.

“Quero que as mulheres se sintam confiantes e empoderadas para ser o que realmente são. A representatividade ensina que qualquer pessoa pode estar onde quiser, que cada um é parte de alguma coisa. A música é o que eu mais amo fazer, o que paga minhas contas e realiza meus sonhos. Mas sei a infância que eu tive, e como era necessário me ver nos lugares. Se as pessoas se sentem representadas pelo que eu faço é sinal de que estou no caminho certo”, afirmou.

Para Iza, ser artista significa “lidar com questões sociais”. “Falo sobre namoro, traição, sexo, futebol, mas não posso ignorar temas mais sensíveis. Para mim é fundamental falar sobre as coisas que importam. Tenho sido muito feliz com essa forma de trabalhar. As pessoas me veem em lugares onde não viam tantos negros e sempre perguntam: ‘Ah, você é militante?’. Eu não preciso ficar falando o tempo inteiro sobre as coisas. Se eu estiver no horário nobre da TV, mesmo calada, já tô dizendo muito”, finaliza a cantora.

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