Augusto Fernandes

postado em 21/10/2020 18:54 / atualizado em 21/10/2020 18:56

Antônio Barra, diretor-presidente da Anvisa - (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Antônio Barra, diretor-presidente da Anvisa – (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Depois de confirmar a morte de um médico brasileiro de 28 anos que se voluntariou para os testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os ensaios clínicos do imunizante não serão paralisados.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21/10), o presidente da agência, Antônio Barra Torres, disse que o Comitê Internacional de Avaliação de Segurança que analisa a eficácia de todas vacinas para o novo coronavírus que estão em teste pelo mundo sugeriu que o Brasil continuasse com o estudo.

Torres disse que, no momento, a Anvisa ainda não tem informações que confirmem se o voluntário recebeu uma dose da vacina de Oxford ou de placebo. “No protocolo da vacina está prevista a confidencialidade ética em relação a tudo que envolve os voluntários participantes de testes. Os termos de confidencialidade são patenteados, então determinadas informações são imediatamente passadas e outras, não. Daí a escassez, pelo menos neste momento, de maiores detalhes”, explicou o presidente da Anvisa.

Enquanto a informação não for confirmada, o Comitê Internacional de Avaliação de Segurança não vai recomendar a paralisação dos testes. “Tivemos a notificação do comitê internacional independente, que concluiu pela possibilidade do prosseguimento dos testes”, afirmou Torres.

Em 8 de setembro, o estudo clínico da vacina de Oxford teve de ser interrompido em todo o mundo após uma voluntária britânica que recebeu uma dose do imunizante apresentar uma inflamação na medula espinhal, conhecida como mielite transversa.

Os testes foram retomados quase uma semana depois, em 14 de setembro, depois de um processo de revisão feito pelas autoridades à frente da elaboração da substância. Os especialistas constataram que não ficou comprovado o nexo de causalidade entre a vacina e a infecção.

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