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Música

Na trilha da música: do sonho de ser popstar a projeto social para jovens

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Quando o músico Flávio Pimenta, de 63 anos, resolveu se dedicar à música ainda jovem, um de seus sonhos era se tornar popstar. E estudou muito, pois “caso isso não acontecesse, ao menos conseguiria fazer direitinho”. Ele não se tornou baterista de nenhuma grande banda do show business, mas usou seu conhecimento acumulado com tantas horas de estudo para mudar a vida de mais de 14 mil crianças e adolescentes (número de 2016) que passaram pelo projeto Meninos do Morumbi nos últimos 25 anos. “Peguei meu projeto de vida (a música) e coloquei todo mundo dentro”, diz o artista.

O Meninos do Morumbi começou por acaso. Um dia, em 1996, Pimenta, que é morador do bairro, estava fazendo uma caminhada na Praça Vinicius de Moraes quando três meninos o pararam pedindo dinheiro. Ele ofereceu um lanche no lugar de moedas. Quando chegaram à casa do baterista, ficaram maravilhados com os instrumentos de percussão que ele tinha e pediram que os ensinasse a tocar. Três se tornaram seis, que viraram 10, depois 30 e, de repente, não cabia mais ninguém em sua casa.

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Atualmente, o Meninos tem quatro professores ensinando 250 integrantes que participam do Grupo Artístico. Mas esse número pode aumentar. Cada jovem com todos os cursos e refeições custa R$ 350 por mês à instituição, dinheiro que costuma vir de apresentações da banda em shows e eventos institucionais.

O projeto, que começou com aulas de percussão para as crianças, foi ganhando a ajuda de amigos e se tornou uma grande escola de arte, com aulas de música, dança, teatro e atividades físicas. “Começamos a fazer uma interface com as outras áreas da vida deles, caçar escola para estudar, mandar ao médico, buscar ajuda psicológica para eles e a família”, lembra o músico, que quando começou estava prestes a mudar para os Estados Unidos.

“Tudo começou em março e minha viagem estava programada para julho. Em maio, já participavam das aulas, alimentação e atividades esportivas mais de cem jovens”, recorda. Nem precisa dizer que ele optou por seguir no Brasil… “Éramos uma banda, havíamos desenvolvido um pertencimento e uma identidade. Acabei me apaixonando por essa história.”

Dedicação e reconhecimento

E a paixão acabou por levá-lo a muitos lugares onde encontrou pessoas como o ex-presidente dos EUA, George W. Bush, que visitou a sede do projeto em 2017, a cantora Madonna, que foi até lá quando estava em turnê aqui no Brasil em 2013, ou o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, com quem tomou um café. E não só isso, o amor à música também o levou a diversos palcos ao redor do mundo junto com os meninos e meninas do projeto. Entre eles o Royal Albert Hall, Liverpool Festival, Windsor Festival, no Reino Unido, também tocaram com a Orquestra Jovem das Américas, com o compositor David Fanshawe, no espetáculo African Sanctus, e com nomes como Jennifer Lopez, Deborah Colker, Maná, John Mayer, Sepultura, Falamansa, Sandra de Sá e Arlindo Cruz. A banda gravou com Julian, filho de John Lennon, e também participou da trilha da versão brasileira da animação A Guarda do Leão, da Disney. Isso sem mencionar os prêmios nacionais e internacionais que ganharam.

“Eu sou um afortunado”, afirma. Mesmo envolvido com as questões administrativas da associação, como captação de recursos e parcerias, Pimenta ressalta que não precisou abandonar sua carreira artística ou de professor de música para ajudar as crianças. “Nunca faltei a um ensaio ou show”, conta, reforçando ter incluído mais de 14 mil crianças no seu projeto de vida. “Hoje, embora tenha outras atividades profissionais, os Meninos do Morumbi continuam sendo minha melhor obra e grande paixão.”

‘Compartilhar o seu melhor é o segredo do sucesso’, garante Flávio Pimenta

Nos últimos 25 anos, o projeto teve muitos parceiros, todos dando o que tinham de melhor, segundo Flávio Pimenta. Qual o segredo para essa boa ideia reverberar? “Compartilhar o seu melhor para ajudar a transformar a vida do outro.”

Ele usou o que aprendeu como músico para mudar a vida dos jovens. “Aprendi a enxergar a dor do outro e a compartilhar o que tenho com eles para que possam enxergar uma possibilidade.” Agora, o Meninos do Morumbi está se adaptando ao mundo digital. Com a pandemia, o projeto deixou de existir em um prédio e passou a ser online. As aulas ocorrem via Zoom e, quando precisam, alugam espaços para ensaios. “Passamos de morada onírica para uma aldeia onírica”, diz Pimenta.

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Música

Aplicativo de música gratuito: 6 apps para ouvir música no celular

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Aplicativos de música grátis, disponíveis para celular Android e iPhone (iOS), podem ser boas opções para animar a sua festa ou te ajudar a relaxar após um longo dia de trabalho. Spotify, Deezer e YouTube Music são alguns dos aplicativos de escutar música mais populares do momento. Eles oferecem acesso gratuito, que contam com algumas limitações como modo aleatório por padrão ou ausência do recurso para escutar faixas offline.

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Na lista abaixo, o TechTudo reuniu seis apps para ouvir música grátis no celular. A seguir, você pode conferir como funcionam os aplicativos, quais são suas restrições no plano gratuito e quais seus valores para plano pago.

Lista traz opções para baixar app de músicas no celular — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Spotify não toca música no PC? Veja soluções no Fórum do TechTudo.

1. Spotify

O Spotifyé um dos aplicativos para ouvir música no celular mais populares. O serviço tem app com download gratuito para Android e iPhone (iOS), mas algumas de suas funções estão disponíveis apenas para membros premium do serviço (como a possibilidade de pular músicas e de escutar sem anúncios, por exemplo). Para começar a usar o app, é necessário efetuar um cadastro na plataforma e indicar alguns artistas que você gosta de ouvir.

Para interromper as propagandas e liberar as funções extras, é necessário assinar o plano premium do serviço. O Spotify oferece quatro modalidades de assinatura: o Universitário, que é o mais barato e custa R$ 9,90 por mês; o Individual, por R$ 19,90; o Duo, que dá direito a duas contas e custa R$ 24,90; e o Família, que dá direito a seis contas premium e vale R$ R$ 34,90.

Spotify tem download gratuito, mas planos pagos liberam funcionalidades extra a partir de R$ 9,90 — Foto: Reprodução/Clara Fabro

O Deezer tem aplicativo disponível para Android e iPhone (iOS) e oferece modalidades de planos gratuitos ou pagos. É preciso se inscrever na plataforma para acessar as funcionalidades do app e, assim como no Spotify, você pode indicar seus artistas favoritos para receber sugestões da plataforma e mexer no celular enquanto ouve música. O plano gratuito traz algumas limitações e também reproduz anúncios entre as faixas.

No plano grátis não é possível escolher uma música específica de um álbum, e as faixas só podem ser reproduzidas no modo aleatório. Além disso, só é possível pular cinco músicas por dia. Para acabar com as restrições, é preciso assinar o plano premium, que custa, em sua modalidade mais simples, R$ 19,90 por mês.

O Deezer também oferece outras modalidades de plano, como o Deezer Family, que libera acesso premium para até seis contas e custa R$ 34,90 mensais. Há ainda o Deezer HiFi, que oferece músicas com qualidade superior para apenas um perfil, por R$ 34,90. Vale dizer que estudantes têm desconto de 50% no plano individual, por R$ 9,90 mensais.

Deezer oferece planos pagos por preços a partir de R$ 9,90 — Foto: Reprodução/Clara Fabro

3. YouTube Music

O YouTube Music é outra opção de aplicativo de ouvir música para Android e iPhone (iOS). Se você usa Android, a plataforma já vincula sua conta Google ao serviço de forma automática, e você pode indicar os artistas que mais gosta para receber sugestões de faixas. O grande diferencial do YouTube Music é a possibilidade de assistir a clipes diretamente pela plataforma.

Já o lado negativo do app é que usuários do plano grátis não podem reproduzir mídias em segundo plano — ou seja, as faixas só tocam se o aplicativo estiver aberto no celular. Dessa forma, se você abrir outro app ou desligar a tela para economizar bateria, a música é interrompida. Além disso, o plano grátis também exibe anúncios.

No plano pago, por sua vez, usuários podem ouvir músicas e assistir a clipes em segundo plano e sem anúncios. É possível também fazer o download de faixas para ouvir offline e alternar entre áudio ou vídeo. Para isso, é necessário desembolsar R$ 16,90 por mês no plano individual. O YouTube Music ainda oferece mais duas modalidades de plano: um para estudantes, por R$ 8,50 mensais, e o Família, que libera as funções extras para cinco membros da família e tem mensalidade de R$ 25,50.

O plano gratuito do YouTube Music não deixa ouvir música enquanto mexe no celular — Foto: Reprodução/Clara Fabro

4. Amazon Music

O Amazon Music tem duas modalidades de planos: o Music Prime e o Amazon Music Unlimited. O Music Prime já é incluso no plano do Amazon Prime, que custa R$ 9,90 por mês e dá acesso a outros serviços, como o Prime Video e Prime Gaming. Já o Amazon Music Unlimited custa R$ 16,90 por mês e desbloqueia algumas funções extras. É possível testá-lo gratuitamente por um período de três meses.

O Music Prime tem acervo de dois milhões de músicas e também permite ouvir o conteúdo offline, não possui anúncios nem limite para modificar as faixas. Já o Amazon Music Unlimited oferece as mesmas vantagens, mas conta com um acervo de músicas maior, com mais de 75 milhões de faixas em sua biblioteca. Além disso, o Music Unlimited tem qualidade de áudio aprimorada e oferece experiência de áudio espacial.

O Amazon Music está incluso no plano Amazon Prime, que custa R$ 9,90 por mês — Foto: Reprodução/Clara Fabro

O Resso é um aplicativo de música gratuito para Android e iPhone (iOS). A plataforma é mantida pela mesma desenvolvedora do TikTok. Por isso, você pode fazer login na plataforma utilizando as informações da sua conta no app de vídeos curtos. A interface do Resso é similar à do TikTok, e você pode deslizar a tela para cima para pular as faixas.

No plano gratuito, as faixas são reproduzidas no modo aleatório e só é permitido pular até seis músicas por hora. Além disso, o app também exibe anúncios. Para fugir das restrições impostas pelo aplicativo, é necessário assinar o plano premium do serviço, que custa R$ 16,90 por mês ou R$ 159,90 por ano no plano individual. A modalidade individual ainda tem desconto para estudantes, saindo por R$ 8,50 mensais. O Resso conta ainda com o plano família com mensalidade de R$ 17,90, que dá acesso a seis contas premium.

Resso oferece planos a planos a partir de R$ 8,50 no celular — Foto: Reprodução/Clara Fabro

6. Vagalume

Vagalume é um app de música gratuito e está disponível para Android e iPhone (iOS). Com ele, você pode acessar diferentes estações de música, que são divididas em estilos, como “Sertanejo”, “Eletrônica”, “Indie” e “Pop”. O ponto negativo do app é que não é possível buscar por uma música específica, já que ele funciona por meio de estações, como se fosse um rádio. O lado positivo, porém, é que, por ser 100% gratuito, não tem anúncios.

Uma outra funcionalidade interessante do app é o recurso de gravações. Com ela, você pode capturar trechos da programação da rádio para ouvir offline — assim, você não consome o seu pacote de internet fora de casa. Além disso, também é possível favoritar estações para encontrá-las mais facilmente no app.

O Vagalume é gratuito e permite escolher estações com estilos de música diferentes, como no rádio — Foto: Reprodução/Clara Fabro

Com informações de Spotify, Deezer, YouTube Music e Amazon (1 e 2)

Quatro funções do Spotify que você precisa conhecer

Quatro funções do Spotify que você precisa conhecer

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Música

Lupicínio Rodrigues e Pixinguinha poderão ser patronos da música popular brasileira

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A Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou nesta quinta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) 2.151/2019, que declara os compositores Lupicínio Rodrigues (1914-1974) e Pixinguinha (1897-1973) patronos da música popular brasileira (MPB). Para Paulo Paim (PT-RS), Lupicínio foi um criador imbatível das canções sobre desilusões amorosas. Já Carlos Portinho (PL-RJ) enalteceu a importância histórica de Pixinguinha como músico negro que fez sucesso no início do século 20. O texto segue para a Câmara dos Deputados.

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‘Ninguém Cala’: música de Beth Carvalho ganha nova versão e será tocada em jogo do Botafogo

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O Botafogo está em festa! Campeão antecipado da Série B do Brasileirão e com acesso à Séria A garantido, o time carioca só tem motivos para sorrir. Além do sucesso em campo, o Botafogo ganhou uma homenagem póstuma de Beth Carvalho, que gravou em 2008 o canto da torcida “Ninguém Cala esse Nosso Amor”. A canção ganhou uma nova versão.

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A cantora, antes de falecer em abril de 2019, gravou uma versão própria da canção que embala a torcida do Botafogo nas arquibancadas há mais de dez anos. O conteúdo será divulgado neste domingo antes da partida contra o Guarani, na última rodada da Série B do Brasileirão, no Estádio Nilton Santos.

A canção também ficará disponível nos aplicativos de música e streaming na próxima sexta-feira, dia 3 de dezembro.

Em 2008, a torcida do Botafogo lançou uma música que embalou as arquibancadas: “E Ninguém Cala Esse Nosso Amor”, cantada em jogos até hoje pelos torcedores. No mesmo ano, Beth Carvalho, apaixonada pelo clube, gravou sua versão para esse canto da torcida, que ficou guardada para ser lançada em outro momento que nunca havia chegado – até agora.

Nessa onda de resgate, a canção foi finalizada e a torcida do Botafogo poderá comemorar o título nesse domingo, no sistema de som do Estádio Nilton Santos, com a versão inédita de Beth Carvalho para “E Ninguém Cala Esse Nosso Amor”.

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