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Jovem relata desclassificação do Enem por ajudar idoso com prova e vídeo viraliza

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A jovem Cecília Görl, de 20 anos, foi desclassificada do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 durante o primeiro dia de aplicação do exame no último domingo (3). Ela utilizou as redes sociais para desabafar sobre o caso, pois acredita que a punição foi injusta. O relato acabou viralizando na web e causou indignação dos internautas.

Em um longo vídeo publicado em sua conta do Instagram, Cecília Görl chorou e relatou sua versão dos fatos. O caso aconteceu na cidade de São Leopoldo, no estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com a história da candidata, havia um senhor idoso em sua sala que estava perdido com a realização da prova. Cecília, então, teria convocado a fiscal para ajudar o homem e recebeu a resposta de que ela não poderia fazê-lo, orientando que a própria jovem fornecesse as informações ao colega.

Ao ser vista conversando com o idoso, por outra fiscal, Cecília foi eliminada do exame por cola. A jovem, que pretende cursar Medicina, ainda relatou que chamou a polícia para registrar a ocorrência.

Consultada, a fiscal se negou a dar o próprio nome e disse que toda a história não era verdadeira. “Me chamou de maluca! Ela ainda se recusou a me dar o nome dela”, contou a estudante.

A jovem completou: “A minha sala estava cheia de idosos e um deles não sabia a página da redação. Aí a fiscal da minha turma pediu para eu falar uma informação para o homem e eu fui desclassificada do Enem por causa de uma coisa que me mandaram fazer. Eu fui prejudicada e não vai acontecer nada com ela [a fiscal]. Perdi o meu ano”.

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Veja o relato completo:

Na última segunda-feira (4), a estudante buscou registrar a ocorrência junto à Polícia Federal. Lá, ela foi orientada a procurar também a Defensoria Pública.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão que aplica o Enem, também disponibilizou a oportunidade de realização de um novo exame para os candidatos que se sentiram prejudicados por problemas de logística, que incluiriam desastres naturais ou falta de energia elétrica, por exemplo.

Ainda não se sabe se o caso de Cecília Görl será aceito para reaplicação.

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