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‘Nos anos de Lula tivemos o triplo de queimadas do que este ano’ diz Salles

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De acordo com o ministro, a ideia %u201Cem nenhum momento%u201D foi a substituição dos dados do Inpe pelo sistema de alta resolução(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)De acordo com o ministro, a ideia %u201Cem nenhum momento%u201D foi a substituição dos dados do Inpe pelo sistema de alta resolução (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

De volta a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9/10) para prestar esclarecimentos sobre os números crescentes de desmatamento na Amazônia, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, afirmou que os dados históricos, seja de desmatamento ou de queimadas, de anos de governos anteriores são piores do que os dados de 2019 até o momento. 

“Nos anos do presidente Lula tivemos o triplo de queimadas do que este ano”, afirmou. Segundo Salles, os dados são do próprio Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Se há um período que foi muito ruim foi esse. Os números de 2004, 2005, 2010 são muito piores do que os de 2019”, completou. 
O ministro esclareceu ainda que a ideia de contratar uma empresa privada para monitorar o desmatamento na Amazônia não serve para substituir o Inpe, órgão que faz as medições atualmente. De acordo com o ministro, a ideia “em nenhum momento” foi a substituição dos dados do Inpe pelo sistema de alta resolução. 
“A ideia é complementar os dados e as informações disponíveis ja existentes pelos dois sistemas do Inpe, o Deter e Prodes”, ressaltou Salles. “O Inpe fará a interpretação dessas imagens”, completou. Em julho, a divulgação de dados sobre desmatamento produzidos Inpe gerou polêmicas. Na ocasião, o presidente Bolsonaro e o próprio ministro contestaram os números expostos.
Ao abordar a fragilização de órgãos como o Ibama e o ICMBio, o ministro também culpou gestões anteriores. “Essa fragilização começou em gestões anteriores. E tem uma grande dificuldade de ser revertida principalmente pelos cortes orçamentários feitos. Os cortes não foram uma imposição do Ministério do Meio Ambiente. Eles atingiram todo o governo e inclusive a área ambiental”, disse. 
Ao ser questionado sobre o Sínodo da Amazônia, encontro de bispos da Igreja Católica, que este ano, discute a floresta, o ministro Salles não quis se manifestar. “Me reservo a posição de não me manifestar uma vez que questões de âmbito religioso tratam-se ali e as questões politicas ambientais tratamos nós aqui”, disse. O encontro começou no último domingo (6/10) e vai até 27 de outubro.

Volta ao Congresso 

Em setembro, o ministro era aguardado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, mas não compareceu à audiência e gerou irritação entre os deputados. De acordo com os parlamentares, na época, a assessoria alegou problemas de agenda do ministro.
A última vez que Salles esteve presente na Câmara foi no início de agosto. Na ocasião Salles deixou a audiência pública na Comissão de Integração Regional e Desenvolvimento Regional da Amazônia, na Câmara dos Deputados, escoltado por seguranças após bate-boca com parlamentares da oposição. A visita ocorreu logo após a polêmica da demissão de Ricardo Galvão da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Dessa vez, o ministro volta a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre os números crescentes de desmatamento na Amazônia.
O pedido para a realização do debate foi feito pelo deputado Chico D’Angelo (PDT-RJ).

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