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Mortes violentas no Brasil caíram 10,8% em 2018, revelam dados criminais

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As ocorrências de porte e posse ilegal de armas de fogo aumentaram 7,5 %(foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil)As ocorrências de porte e posse ilegal de armas de fogo aumentaram 7,5 % (foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil)

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o número de mortes violentas caíram 10,8% no ano passado, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, quando comparados com 2017. No total, o país registrou 57.341 assassinatos nos 12 meses de 2018. Ao mesmo tempo, a quantidade de mortes relacionadas as ações policiais subiu 19,6%.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 6.220 pessoas perderam a vida em ações da polícia no período avaliado. 343 policiais foram mortos – uma queda de 8% em relação ao período imediatamente anterior. 75% dos agentes da lei foram assassinados fora de serviço.
A equipe que levanta os dados informou que não é possível saber quais medidas contribuíram para a redução das mortes, que aumentavam de forma significativa nos anos anteriores. Embora tenha sido registrado um aumento nos investimentos técnicos para combater a violência, não foi possível apontar que esse fator foi o responsável pelas reduções nos índices criminais. 
Os gastos com segurança pública subiram 3,9% e alcançaram a cifra de R$ 91 bilhões. Esse montante representa 1,34% do PIB. As forças de segurança apreenderam 112 mil armas, uma queda de 5,2% em relação ao ano anterior. 12 mil armas legais foram roubadas e 196.733 passaram a circular. As ocorrências de porte e posse ilegal de armas de fogo aumentaram 7,5 %. 

Recorde de estupros

Se por um lado o número de mortes violentas reduziu, o de estupros continuou subindo e bateu o recorde em todo o país. Foram registrados 66.041 casos, sendo que 80,1% das vítimas foram mulheres e metade delas tinham até 13 anos de idade. 
O levantamento mostra um cenário cada vez mais preocupante, onde 4 meninas de até 13 anos são estupradas por hora. Em 2017, foram 63.157 casos. Há oito anos, foram registrados 44 mil, o que revela um salto deste crime bárbaro. 

Crimes de ódio

Mesmo com a redução entre as mortes em seu número global, a população LGBT enfrenta um cenário de violência cada vez mais grave. Em 2018, os assassinatos de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais aumentaram 10,1%.
Além disso, os crimes de Injuria racial saíram de 6.195 casos em 2017 para 7.616, em 2018. O levantamento mostra o claro cenário de radicalização contra minorias e da violência contra populações mais vulneráveis.

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