BRASÍLIA (Reuters) – O coordenador do grupo da operação Lava-Jato que atua na Procuradoria-Geral da República (PGR), subprocurador José Adônis Callou de Araújo Sá, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira, confirmou a assessoria de imprensa do órgão à Reuters.

Reportagem publicada pelo site O Globo que revelou o pedido de demissão de Araújo Sá informou que o motivo da saída teria sido a promessa não cumprida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, de liberdade na condução dos casos da operação na PGR, responsável por atuar contra autoridades perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessoria de imprensa da PGR ainda não se manifestou sobre o motivo da saída do coordenador e prepara uma nota para ser divulgada em breve sobre o assunto. Informou apenas que a equipe da Lava Jato será reforçada com mais dois integrantes.

Araújo Sá foi nomeado ao cargo por Aras em outubro do ano passado. Aras foi escolhido para comandar a PGR pelo presidente Jair Bolsonaro, escolha essa que foi criticada em parte por integrantes do MPF por ter sido feita à revelia da lista tríplice da associação da categoria. Essa lista vinha balizando as escolhas para PGR desde 2003, no primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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