Um estudante brasileiro que trabalha como auxiliar de enfermagem em um hospital de Michigan, nos Estados Unidos, relatou ao G1 a sensação de alívio ao receber nesta terça-feira (12) a segunda dose da vacina contra Covid-19 produzida pela Pfizer em parceria com a BioNTech.

Marcus Vinícius Spinelli, de 22 anos e que é natural de Jundiaí e contou que recebeu a primeira dose da vacina em 22 de dezembro, o que foi como um presente de Natal.

“Foi algo inexplicável. Eu jamais imaginaria que seria um dos primeiros da minha família, um dos primeiros de Jundiaí e do Brasil a tomar a vacina. Eu chorei de emoção, e como a primeira dose da vacina foi aplicada três dias antes do Natal, eu acabei recebendo o melhor presente que pude pedir pro Papai Noel”, relata.

Com a segunda dose da vacina, ele reforça a sensação de alívio em proteger a si e todos de sua convivência.

“Com a segunda dose veio a sensação de bem-estar. Eu não estou apenas me protegendo, mas sim a minha comunidade, meus pacientes e as pessoas que moram comigo, ou seja, algo bem maior e mais valioso”, reitera.

Marcus conta que foi morar nos Estados Unidos ainda adolescente, aos 16 anos, onde iniciou carreira acadêmica na área da saúde. Atualmente, ele é estudante de biologia e saúde pública na University of Michigan, e trabalha desde agosto do ano passado como auxiliar de enfermagem no Michigan Medicine, pertencente a faculdade da cidade de Ann Arbor.

Segundo ele, a rotina na pandemia não tem sido fácil, mas ajudar as pessoas em um momento tão delicado acaba recompensando o esforço.

“Eu fico apenas com um paciente durante cada turno, o que chamam de ‘Patient Attendant’. As condições variam entre mais leves até as mais graves. A cada dia que passa a rotina fica mais intensa e incerta. Quartos e mais quartos com pacientes com Covid-19 e doenças mentais relacionadas à pandemia, dentre elas a depressão”, diz.

“Mas a cada dia que vou trabalhar, sinto que faço a diferença na vida de cada paciente, e a gente cria uma conexão única. Pra mim, todos os dias tem sido marcantes”, finaliza.

O estudante relata ainda que não sentiu qualquer efeito colateral com a aplicação do imunizante. “Após a aplicação fiquei sentado por 15 minutos, em ambas as vezes, para ver se alguma reação acontecia, e nada aconteceu. A pior parte mesmo foi remover o curativo do meu ombro”, conta.

“Todos deveriam tomar a vacina. É algo essencial para que tenhamos todos que amamos ao nosso redor, sem medo de que alguém possa contrair o vírus. Essa vacina eu vejo como algo revolucionário, o vírus tem existido por um tempo e vem sido estudado desde então, e com os avanços biotecnológicos de uns anos pra cá, não existem razões para duvidar da eficácia da vacina. Todos deveriam tomar pensando no próximo, e deixar de lado o medo. A vacina é segura”, afirma.

Com informações do G1.

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