A Microsoft vai quebrar a sua própria tradição e não deve lançar o Xbox Series X, o console da próxima geração da empresa, com jogos exclusivos. Ao invés disso, a empresa de Redmond deve valer-se do conceito Play Anywhere e adotar a retrocompatibilidade com jogos do Xbox One e Xbox 360 desde o início, abrindo seu leque de jogos para os jogos de todo o seu catálogo.

Segundo o chefe dos estúdios Microsoft, Matt Booty, o desejo da empresa é o de que todos os jogos que ela produzir, independente da plataforma, sejam jogáveis em qualquer lugar, por qualquer dispositivo: “no próximo ano, daqui dois ou quatro anos, todos os nossos jogos, assim como é no PC, serão pulverizados por toda a nossa família de dispositivos. Queremos nos assegurar de que, se alguém investir em um Xbox entre agora e a chegada do Series X, que tenha feito um bom investimento e sinta que nós teremos compromisso com nosso conteúdo”, afirmou em entrevista ao site britânico MCV.

O Xbox Series X, próximo console da Microsoft, não contará com jogos exclusivos da plataforma em seu lançamento (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A notícia não é exatamente nova, já que a própria Microsoft havia confirmado, na E3 2019 (antes da confirmação do Xbox Series X, quando este se chamava apenas “Project Scarlett”) que tentaria fazer com que todos os jogos first party, ou seja, aqueles desenvolvidos por ela própria, fossem jogáveis tanto nos consoles Xbox como no PC, além de dizer no mesmo evento que o Series X rodaria games do Xbox One. A mesma premissa se confirmou com a rival Sony: a fabricante japonesa confirmou que o PlayStation 5 contará com o recurso de retrocompatibilidade — embora ela não tenha dito nada sobre lançamentos específicos de seu próximo console.

No caso do Series X, o maior lançamento já confirmado para o novo console — Halo Infinite — rodará também no Xbox One e PC. Segundo Booty, porém, esse será o caso com todos os jogos da plataforma, com pelo menos um ano depois de seu lançamento. A premissa pode dar muito certo, ou muito errado para a Microsoft: a vantagem é que a empresa se torna atraente para jogadores que investiram um bom dinheiro em uma biblioteca consistente de jogos (quem migrou do PlayStation 3 para o 4, por exemplo, ficou a ver navios, obrigado a abandonar o que havia adquirido ou manter os dois consoles ativos).

Mas o lado ruim da estratégia é que não há uma razão suficientemente convincente para seduzir usuários a fazerem o upgrade. Afinal, ao menos em teoria, a ausência de títulos exclusivos faz com que os novos jogos, multiplataforma, possam trazer desempenho melhor em outro lugar — sobretudo no PC, como é o caso quando comparamos desktops e consoles.

O novo console da Microsoft contará com retrocompatibilidade para jogos do Xbox One e Xbox 360 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Ainda temos, porém, um bom tempo para saber se isso dará certo: a expectativa é que o Xbox Series X seja lançado até o final de 2020, juntamente de seu maior rival, o PlayStation 5.

Fonte: MCV

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