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Jornalistas são presos na Bahia durante apuração sobre morte de miliciano

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Miliciano Adriano Nóbrega morre em confronto com policiais na Bahia. Considerado um dos chefes de um grupo que atuava em Rio das Pedras, no Rio, ele era alvo de um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019. Suspeito estava escondido na cidade de Esplanada(foto: Polícia Civil/Divulgação)Miliciano Adriano Nóbrega morre em confronto com policiais na Bahia. Considerado um dos chefes de um grupo que atuava em Rio das Pedras, no Rio, ele era alvo de um mandado de prisão expedido em janeiro de 2019. Suspeito estava escondido na cidade de Esplanada (foto: Polícia Civil/Divulgação)

Dois jornalistas da revista Veja foram detidos pela polícia da Bahia nesta sexta-feira (14/2), enquanto apuravam a morte do miliciano Adriano da Nóbrega. De acordo com a revista, o repórter Hugo Marques e fotojornalista Cristiano Mariz foram abordados pela Polícia Militar enquanto tentavam localizar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, apontado como testemunha fundamental para esclarecer o caso.

Mesmo mostrando as credenciais de imprensa e informando que estavam realizando investigações sobre o caso, como permite a lei 83.284/79, os profissionais foram obrigados a entrar na viatura. Dias antes de ser morto em uma operação policial, Adriano contou ao advogado que temia ser alvo de uma queima de arquivo, e por isso não se entregava as autoridades. Fotos publicadas pela Veja apontam que o corpo de Adriano contém lesões de faca e marcas de disparos de arma de fogo possivelmente realizadas a queima-roupa, o que indica execução.
O miliciano tem ligações com o senador Flávio Bolsonaro, e chegou a ser homenageado pelo parlamentar em 2003, quando ele integrava a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O próprio parlamentar pediu que o corpo não fosse cremado, a fim de evitar suposições sobre a morte. 
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia afirma que Adriano reagiu a uma operação da polícia, disparando contra as guarnições, e por conta disso, foi morto. O repórter Hugo Marques afirmou que durante a abordagem policial o gravador que estava com ele, com entrevistas realizadas na última semana, foi subtraído por um policial. Em seguida foram levados para a delegacia e interrogados por cerca de 20 minutos.
Após serem ouvidos pela Polícia Civil, os comunicadores foram liberados e o gravador foi devolvido. Procurada pelo Correio, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia ainda não se manifestou sobre o caso

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